domingo, 23 de dezembro de 2012

"Preservando a Cultura Cristã'


"Mantendo O Mundo Mais Cristão”



Recebi um vídeo pela “web” e fiquei bastante preocupado pela possibilidade do mundo tornar-se menos cristão. Não pela adversidade às outras religiões, até porque em sua maioria pregam, em seu teor mais intrínseco, a bondade, a justiça e o amor, mas pela possibilidade de as nações serem habitadas por mais muçulmanos e digo: nenhuma aversão aos mesmos, mas por me inserir na comunidade cristã e dela procurar seguir seus preceitos e ter mais fé na sua história.
Minha preocupação se iguala à possibilidade de sermos sufocados pela cultura muçulmana que se alastra gradativamente nos países europeus, na América do Norte e, logicamente, tornam-se mais pujantes e extremistas nos países de origem.
As igrejas presbiterianas, católicas e cristãs de forma geral já esboçam esta preocupação onde se pode constatar mais mesquitas que igrejas em muitas regiões antes totalmente católicas, cristãs e judias.
Vejamos: Para que uma cultura seja mantida por mais de 25 anos, a taxa de natalidade deve ser de 2,11 crianças por família. Para uma taxa de 1,9 crianças por família, nenhuma cultura conseguiu sobreviver e, em se atingindo a taxa de 1,3 crianças por família, a cultura é fadada à extinção, sendo impossível de reverter tal quadro, por que são necessários 80 a 100 anos para reverter este problema e não há modelo econômico que sustente uma cultura por este tempo.
Ou seja, em termos mais diretos: “Se dois casais tiverem tão somente um filho, e estes tiverem somente um filho, haverá um quarto (1/4) de netos do que há de avós.
Se nascerem um milhão de pessoas em 2013, seria muito difícil haver dois milhões de força de trabalho em 2033; ou seja, enquanto a população encolhe, fato similar e concomitante acontece com a cultura.
Comparemos as taxas de fertilidade registradas nos seguintes países em 2007:
França = 1,8 crianças por família;
Inglaterra = 1,6 crianças por família;
Grécia = 1,3 crianças por família;
Alemanha = 1,3 crianças por família;
Itália = 1,2 crianças por família;
Espanha = 1,1 crianças por família;

Na União Européia inteira composta por 31 países, a taxa média é de tão somente 1,38 crianças por família!!! Neste cenário e dentro de poucos anos, a Europa como hoje conhecemos de maioria cristã e de seus costumes que nos são mais próximos, deixará de existir!
Entretanto, a população da Europa não estará declinando. Sabe por quê? Por causa da IMIGRAÇÃO! Imigração muçulmana! De todo crescimento verificado na população européia desde 1990, noventa por cento deve-se à imigração islâmica.
Na França, a taxa de natalidade é de 1,8 crianças por família, mas nas famílias islâmicas ali residentes, esta taxa se inverte exponencialmente para 8,1 crianças por família! Isto é comprovado culturalmente e religiosamente no sul da França, região tradicionalmente repleta de igrejas, atualmente há mais mesquitas que igrejas.
Trinta por cento (30%) dos que tem menos de 20 anos são islâmicos! Em cidades mais importantes como Nice, Marselhe e Paris, este percentual sobe para 45%.
Em 2027, um em cada cinco franceses, será islâmico. Em apenas 39 anos, a católica república francesa será uma nação muçulmana!
Na Inglaterra, num espaço de 30 anos, a população muçulmana cresceu de 82 mil para 2,5 milhões, um crescimento de 30 vezes! E onde havia igrejas, hoje mais há mesquitas.
Na Holanda, 50% da população recém-nascida é muçulmana, traduzindo-se: em 15 anos, metade da população será islâmica.
Na Rússia, há mais de 23 milhões de muçulmanos e 40% do exército russo será muçulmano em poucos anos.
Na Bélgica, 25% da população e 50% dos recém-nascidos é muçulmano. O governo já concluiu que em 2025, 1/3 das crianças serão nascidas em famílias muçulmanas, ou seja, daqui a 12 anos.
O governo alemão já declarou: “A queda da população alemã não pode mais ser detida. Sua espiral descendente não é mais reversível. Este será um estado muçulmano em 2050”.
Nesta analogia, estaria hoje Hitler odiando a transformação do estado ariano em muçulmano como o fez em paradigma aos judeus?
No sítio “Beth Shalon”, há escritos que dizem que os israelenses são acusados de exagero ao equipararem o ódio de Arafat por Israel com o ódio que Hitler extravasou ao perseguir os judeus. Porém, aqueles que ainda se lembram do alarido da propaganda nazista, como os sobreviventes do Holocausto, constatam que a incitação islâmica contra os judeus realmente deixa transparecer o espírito de Hitler. O linguajar de Arafat denuncia que ele estava possuído pelo mesmo espírito que dominava Hitler e seus predecessores, pois todos eles queriam aniquilar os judeus:
  • Hitler atribuía a fonte de sua perseguição aos judeus à "providência" – Arafat diz que Alá o comissionou a "lançar os judeus ao mar".
  • Em seu livro "Mein Kampf" ("Minha Luta"), Hitler previu o aniquilamento total dos judeus – o Corão conclama à guerra santa contra todos os não-muçulmanos. O lema dos muçulmanos é: "No sábado matamos os judeus e no domingo matamos os cristãos".
  • Hitler afirmava que a Bíblia era um lôgro judeu – os muçulmanos dizem que a Bíblia é uma falsificação e que o Corão é mais antigo que a Bíblia.
  • Hitler, sendo solteiro, declarava que sua noiva era a Alemanha – Arafat afirmava que sua noiva era a Palestina.
  • Hitler almejava o domínio mundial – o islã tenta conseguir o domínio do mundo através do terrorismo e da guerra santa.
  • Hitler exaltava o povo alemão como raça de senhores – os muçulmanos declaram ser "filhos do Sol".
  • Hitler afirmava que os não-arianos eram pessoas de segunda classe – para os islâmicos, todos os não-muçulmanos ("dhimmis") são pessoas de segunda classe.
Deixando as afirmativas e pensamentos deste sítio retromencionado, voltemos ao cerne do assunto:
O coronel Muamar Al Kadafi declarou: “Há sinais de que Allah garantirá nossa vitória na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas; não precisaremos de terroristas ou bombas homicidas... Dos mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa, o transformarão em continente islâmico em poucas décadas”.
Há 52 milhões de muçulmanos na Europa e este número dobrará para 104 milhões nos próximos 20 anos.
Em nosso continente a situação é semelhante: No Canadá a taxa de fertilidade é de somente 1,6 crianças por família, havendo necessidade de ser de 2,11 para permanência da cultura canadense.
Entre 2001 e 2006 a população do Canadá cresceu 1,6 milhão de habitantes. Porém destes; 1,2 milhão foi de imigração.
Nos Estados Unidos a taxa de natalidade é de somente 1,6 crianças por família. Com a imigração latina, seja de cubanos, bolivianos, mexicanos, portorriquenhos e toda esta multidão de famintos por melhores condições de vida; a taxa de natalidade foi incrementada para 2,11. Taxa mínima necessária para manter uma cultura, um modo de vida, uma forma de crença e um rito natural de vida.
Avultemos que em 1970 havia tão somente cem mil muçulmanos no Tio Sam, hoje são nove milhões de muçulmanos vivendo nos Estados Unidos!!!
Há poucos anos atrás houve um encontro de 24 organizações islâmicas em Chicago, onde foi projetado o plano de “evangelizar” a América, através de política, jornalismo, educação e organizarem-se para que daqui a 45 anos sejamos 50 milhões de muçulmanos vivendo na América.
Nossos netos não viverão num mundo em que hoje vivemos. A Igreja Católica recentemente declarou que o número de islâmicos ultrapassou o de cristãos neste mundo.
Sobre todo o retrodescrito pela Primeira Igreja Batista de São José dos Campos, temos que entender que ameaças à nossa cultura não se convergem no crescimento de muçulmanos, budistas e demais crenças, mas também no crescimento do número de ateus. O importante avultarmos é que devemos educar nossos filhos com os preceitos do respeito ao próximo seja ele pertencente a uma raça, a uma religião, a um modo de vida. O que vai contribuir para a harmonia da diversidade das culturas e religiões é o bom senso e o respeito comum entre nós humanos e este proceder é comum à maioria das religiões.
Que Jesus nos abençôe com harmonia em nossa sociedade, abrigo e pão para os mais necessitados e amor entre todos nós. Que tenhamos mais saúde e que mais tecnologia seja enviada por Deus aos laboratórios para a cura de tantos males que prejudicam tantas vidas.
Feliz Natal!
Luiz Lopes Filho, 23 de dezembro de 2012


Você sabe o significado desse símbolo postado no início do texto?
Ele é um dos símbolos mais usados pelos cristãos principalmente evangélicos. Há várias explicações à respeito da sua origem. Estou postando a mais aceita pela comunidade Cristã. A palavra grega para peixe é ICHTHUS e as suas cinco letras formam o acrônimo grego com a frase: Iesus Christus Theou Yicus Soter, que quer dizer: Jesus Cristo, filho de Deus Salvador. O desenho de um peixe tornou-se símbolo dos primeiros cristãos que, em tempos de perseguição, o usavam como sinal secreto da fé. Onde, para um cristão identificar se uma outra pessoa era irmão na fé, desenhava um arco na areia. Se a outra pessoa era cristã, desenhava o arco ao contrário, formando assim, o desenho de um peixe. Com o passar dos anos a figura do peixe associou-se então ao Cristianismo. Devemos saber que esse símbolo é apenas uma forma de identificação dos cristãos, pois não devemos adorar imagens, pois o único, digno de adoração é o SENHOR.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fim do Mundo


Fim do Mundo



Com a interpretação do calendário Maia, mais um motivo para atormentar algumas pessoas nos vários cantos do mundo: a chegada do dia 21 de dezembro de 2012, data para catástrofe que culminará no fim do mundo.
O calendário dos Maias, prevê que o fim do mundo ira acontecer no ano de 2012. De fato, é realmente preocupante e até assustador essa tal precisão do calendário dessa civilização que deu uma grande importância a esse calendário.

Os Maias viveram entre o 6º e 9º século depois de Cristo na América Central. Eles eram obcecados pela passagem do tempo e o calendário deles era muito mais avançado que o nosso atualmente. Através dos cálculos de períodos e ciclos lunares, solares e planetários que os Maias utilizavam, era possível saber com precisão e identificar os eclipses solares milhões de anos antes deles acontecerem. Muito além das previsões dos eclipses solares, o calendário dos Maias era também profético. Aproximadamente no 8º século depois de Cristo, o calendário dos Maias previu e revelou que "Deuses barbudos de pele branca", iriam atravessar o oceano e desembarcar no território deles exatamente no dia 5 de março de 1519. Ou seja, é precisamente nessa época, que  Hernan Cortez e seus conquistadores deixaram o antigo continente e vieram em busca do novo mundo (América). Será que isso é uma simples coincidência ou será que isso é uma prova da precisão do calendário profético dos Maias?

A data do fim do mundo prevista pelos Maias, é chamada de Hunab Ku. Segundo os Maias, no dia 21 de dezembro de 2012, o sol vai nascer e se erguer entre uma brecha obscura no centro da via láctea. Os Maias chamavam essa brecha obscura, de mar cósmico ou de buraco negro. O mais impressionante nisso tudo, é que somente em novembro de 2004, foi descoberto a presença do primeiro buraco negro em nossa galáxia por uma equipe de astrônomos. 

Os Astrônomos Modernos, confirmam a versão apocalíptica e astronômica dos Maias para 21 de dezembro de 2012. O planeta Terra estará perfeitamente bem alinhado com Sol, no centro da galáxia e a Via Láctea.

Esse fenômeno galático acontece unicamente uma vez a cada 25.800 anos (aproximadamente). Até agora ninguém soube explicar porque é necessário esse alinhamento entre a Terra, o Sol e a Via Láctea. As únicas pessoas que sabiam o que vai acontecer, eram os Maias e segundos eles, as consequências desse alinhamento, serão absolutamente desastrosas.

A teoria dos fisicos modernos em relação às previsoes astronômicas feitas através do calendário dos Maias, afirmam que a Terra passará por um fenômeno chamado de "deslocamento dos polos". Esse fenômeno ira mudar completamente a posição dos polos terrestres num curto espaço de tempo, dias ou talvez algumas horas.  Provável que esse fenômeno possa causar um desastre a nível planetario, todos os continentes seriam sacudidos por fortes terremotos e violentos TSUNAMIS inundariam todas as cidades costeiras. Nesse caso, seria a última catástrofe jamais registrada antes em toda nossa história. Mesmo se essa teoria pareça pura ficçã, ela realmente possui um fundamento cientifico comprovado. Até mesmo o fisico Albert Eisten evocou esse fenômeno no inicio dos anos 50.

Para nosso alívio, foi realizado um recente estudo realizado na Universidade Princeton nos U.S.A,  afirmando que os polos já se deslocaram. Ha 800 milhões de anos, o polo norte se encontrava exatamente no meio do Oceano Pacifico e o Alaska se situava em cima do Equador. Com o passar dos anos, o fenômeno de deslocamento dos polos foi se produzindo lentamente e modificando naturalmente o clima do planeta. O nível do mar numa escala normal. Caso contrário, num rápido deslocamento dos polos, haveria uma extinção massiva de todas as formas e espécies de vida presentes na Terra.

Pelo menos, hoje já é amanhã em Tóquio e oriente extremo. Pela web podemos comprovar que nada aconteceu. São 23:46 h ou quase meio-dia no Japão.
Porém fico a pensar como São Pedro iria trabalhar no the day after, com uma multidão de bilhões de pessoas querendo entrar pela pequena porta do céu. Talvez ele teria que sugerir a alguns pernoitar no inferno ou aguardar mais um pouco em pé nessa fila indiana ou mundana como melhor dito.
Alguns candidatos perdedores da última eleição teriam seu desejo realizado e diriam:  “meu opositor venceu, mas não assumirá!”
Enquanto isto, alguns já vendem souvenirs em Alto Paraíso-GO, alojam pessoas em hotéis preparados para esta cataclisma ou mesmo estocam alimentos.

O fim do mundo na realidade acontece todo dia quando uma criança morre de fome, quando um homem assassina uma pessoa por fútil motivo ou um ladrão mata para roubar; todos os dias temos estes acontecimentos extremos e urge que nossos legisladores reformem o código penal no Brasil para coibir ou pelo menos para minimizar a violência presente a nosso redor.
Que Deus nos proteja do fim do mundo a que assistimos diariamente em forma de violência, falta de amor ao próximo, egoísmo e perversidade.

Luiz Lopes Filho
Fortaleza-CE, faltando 03 minutos para 21/12/2012



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Seu Firmino


Seu Firmino

Ontem fui com papai e mamãe ao centro, pois já estava com saudades após tão somente quinze dias que passei no exterior. Não posso ficar mais que 10 dias sem cortar o cabelo. Por isso mantenho meu costume de ir ao centro, visitar o Salão Presidente e depois  comer um pastel de carne com caldo-de-cana no Leão do Sul. 

Também gosto de levar meu pai, para melhorar seu bom humor quando está aqui em Fortaleza. Na volta do centro, fiquei muito triste quando minha mãe me noticiou sobre a partida do Seu Firmino, não de trem como tantas e tantas vezes o fez, viajando entre Reriutaba e Fortaleza, mas para uma viagem mais longa: para a eternidade. Seu Firmino foi embora para o Céu!

 Nunca soube seu nome completo e nunca procurei saber, talvez porque o simples chamado “Seu Firmino” já se convertia em sinônimo de honestidade, dignidade, amizade, humildade e perseverança. Seu Firmino era um homem trabalhador e, acima de tudo um grande prestador de favores à comunidade reriutabense. Sua família era somente Dona Cecília e sua filha, Cristina quando moravam em Fortaleza. Após anos e anos trabalhando nas feiras de Reriutaba e Araras, passou a morar em Reriutaba na antiga casa do Seu Filemon ali na Rua 25 de Setembro, porém continuou a viajar para Fortaleza em busca de seus produtos na Ceasa em Maracanaú. Por falar nisso, sempre costumava citar o trocadilho com os meninos de nossa rua, pedindo para pronunciarmos bem ligeiro: "Macaraú-Maracanáu-Macaraú". 

              Gostava quando lhe perguntávamos se havia chovido em Fortaleza porque já de pronto tinha sua resposta, movimentando o dedo polegar subitamente para trás: - O Senhor que saber se choveu em Fortaleza? Onde? no Centro, na Aldeota, no Álvaro Weyne ou no Montese? Depende......Fortaleza é muito grande...! E passava a sorrir com áurea de bom conhecedor da capital.

Nas décadas de 70 e 80 não havia meio mais eficiente e rápido de enviar encomendas e cartas para Fortaleza senão pelas mãos do Seu Firmino. As famílias que tinham filhos estudando na capital pediam-lhe para que levasse cartas, quilos de carne de gado (geralmente chã-de-dentro), camarão-sossego pescado no Açude do Araras, queijo, batidas, alfinins e nosso bacalhau chamado Jirigóia, um peixe seco ao sol que era muito barato para seu bom sabor.

Para receber as encomendas na 2ª feira pela manhã, íamos até a lanchonete do Seu Chico Gomes, situada na Praça da Estação, quase esquina com Rua Castro e Silva. Seu Chico Gomes também era de Reriutaba e morava com a família naquela área até meio imprópria para uma residência familiar, pois ali se amontoavam por toda a Castro e Silva inferninhos e prostitutas que vagavam pelas ruas sujas e perigosas.

Quando criança tinha medo de ir pegar estas encomendas, pois havia bêbados, mulheres maltrapilhas e tudo mais da mundana vida de centro de capital. Nas entradas dos bares, piscavam ainda caixas de som coloridas que se esqueciam da presença da 2ª feira e que continuavam entoando suas melodias de cabarés.

Quando chegava na lanchonente do Seu Chico Gomes situada na Praça da Estação, próximo à Rua Castro e Silva, logo pegava meu pacote com queijo, carne e outros itens e; corria para o ponto de ônibus em rumo de casa, pois já era 1 hora e sequer tinha almoçado. Acho que a pressa não era pela fome do almoço, mas pela ânsia de ler a carta que minha mãe enviava dentro do pacote trazido pelo Seu Firmino. 

Abaixo exponho uma carta guardada que minha mãe me enviou pelo Seu Firmino datada de 1984. Telefone era muito caro e ainda tinha que se aguardar o pessoal da Teleceará para transferir a ligação para cada residência; quando muitas vezes não se lograva êxito:



Feirante humilde que adotou minha Reriutaba como sua cidade, vinha toda semana de trem. Levando fardos de batata inglesa, beterraba, cenoura e alho; embarcava na Estação João Felipe em Fortaleza com seus produtos para vender nas feiras de Reriutaba e de Araras, antigamente distrito de Reriutaba e atualmente Varjota. 

Chegava pela madrugada e deixava muitas mercadorias na Estação aos cuidados do saudoso Seu Saldanha de quem também era muito amigo. Cedinho ele estava a escolher os melhores produtos dos sacos, jogando fora os legumes estragados. Sua banca era a mais procurada, pois era o único que dispunha de batata inglesa, cenoura, beterraba, além de abacaxi, maçã e uvas. Naquela época era difícil encontrar-se bons produtos no interior. Maçã, abacaxi e uva eram itens de luxo na minha infância.

Aos sábados, após a feira se acabar por volta do meio-dia, subia a Rua 25 de Setembro, onde estava situado o depósito do Seu Firmino, antigo ponto comercial do Seu Coquim, pai do Zé Audir, saudoso amigo taxista e poeta.

Apesar de todos os sábados Seu Firmino ir almoçar lá em casa e isto já era costume, tínhamos que convidá-lo pessoalmente e esta era minha tarefa após a feira de sábado, quando o papai dizia: - Luiz Filho, vá chamar Seu Firmino. Rapidamente subia a linha do trem e cruzava a rua para chamá-lo para almoçar. Tinha uma recompensa para mim: bombons azedinha, pirulito Zorro ou pastilhas de hortelã da marca Valda.

Era o melhor almoço da semana. Na mesa com meus pais, minhas duas irmãs (na época era somente 3/5 da prole atual) e Seu Firmino. Era também bom porque no almoço havia verduras frescas, saladas de frutas e abacaxi em rodelas. Tudo da banca do Seu Firmino.

Esta narrativa contém um pouco das lembranças deixadas pelos velhos tempos de infância e que foram os capítulos iniciais no conhecer de uma pessoa tão prestativa e honesta que foi Seu Firmino. 

Esta é minha sincera homenagem ao Seu Firmino em forma de gratidão e respeito!


Fortaleza-CE, 12/12/12
Luiz Lopes Filho










quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tutor da Juventude


Tutor da Juventude



A cidade de Reriutaba possui muitos filhos ilustres. Uns nasceram ali mesmo, outros a cidade adotou com carinho dantesco ou vice-versa.

O monsenhor Ataíde Vasconcelos figura entre estas pessoas que fizeram parte da vida de toda comunidade reriutabense.

José Ataíde Vasconcelos nasceu no dia 04 de Junho de 1929 na cidade de Morrinhos-CE. Oriúndo de uma família humilde e forte, trabalhadora e religiosa, despertou-se cedo para seguir o caminho religioso. Aos 15 anos ingressou no seminário na cidade de Sobral, formando-se posteriormente em Psicologia e Teologia em Fortaleza.

Sua ordenação como padre deu-se aos oito de dezembro de 1956 pelo bispo diocesano Dom José Tupinambá da Frota. No dia seguinte homenageou Morrinhos, sua terra natal, com sua primeira celebração. O Padre Ataíde lecionou no Colégio Sobralense até 1963, onde também contribuía na divulgação da palavra cristã na Rádio Educadora do Nordeste.

Tinha um carinho imenso pela juventude e caridade para com os mais necessitados. Fica a lembrança da fundação de um grupo que evangelizou e ajudou aos desabrigados das enchentes do rio Acaraú.

Em Massapê foi pároco de 1963 a 1965, tempo suficiente para semear naquela terra o carinho por toda a comunidade e colher a amizade dos massapeenses.

Em 1965 o bispo Dom Walfrido nomeou-o pároco da paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro de Reriutaba-Ce. No dia 11 de Abril de 1965 (domingo de ramos) o Padre Ataíde chegou em Reriutaba.

Ainda não tinha chegado neste mundo, mas o conheci em 1975 na minha Primeira Comunhão. Tinha medo dele, não por temor, mas por respeito. Sempre ele queria se inteirar de nossa formação, preocupava-se com o que líamos ou com o que fazíamos. Não se podia maltratar os animais, nem se intrigar. 

Naquela época era comum os meninos brigarem e passarem meses e, até anos, sem pisar ou passar na calçada da casa do outro. Estavam intrigados! E toda a meninada cobrava esta cisão. Quem falasse primeiro era “sem-vergonha”. O Padre Ataíde nos ensinava exatamente o contrário. Perdôe sempre!

Como atender o conselho do padre e ser ao mesmo tempo criticado pelo resto dos amigos ao se perdoar um intrigado?

Lembro-me que aconteceu justamente comigo! Tinha que me confessar para receber Jesus pela primeira vez. Mas tinha um pecado:  Era intrigado do meu primo Marcelo e tinha que dizer-lhe: “Ei...., não sou mais intrigado teu”.  Aquilo era um tormento.

Quando voltava das aulas preparatórias para a Primeira Comunhão na Casa da Providência, como era assim chamado a Escola Normal Nossa Senhora das Graças, desci pela pracinha da matriz, contornei a Igreja e olhei para a casa do Tio Deusdedit, pai do meu intrigado. .....Não tive coragem...., contornei a pracinha de novo e..... “sem-vergonhamente” fui direto falar com o Marcelo para acabar a intriga. Saí correndo sem esperar a resposta. No outro dia lá estava o Marcelo na porta lá de casa convidando para jogar futebol de botão. Acabou-se nossa intriga e também meu pecado. Já estava preparado para a Primeira Comunhão!

E no decurso de nossa vida infanto-juvenil o Padre e então Monsenhor Ataíde estava presente. Seja nas aulas de Ensino Religioso, seja caminhando pela praça da matriz para observar os jovens, aconselhando a não fumar, a não beber e outras coisas mais da época.

Fundou o Lar da Juventude. Uma ampla sala na Casa Paroquial abrigava todas as noites e aos domingos pela manhã jovens de 10 anos em diante para conversar, ouvir músicas, jogar xadrez, tênis de mesa e também ler. Havia muitos livros nas pequenas estantes naquela simples casa.

Quando o Lar da Juventude abria, ecoava da amplificadora a música que ficou gravada em nossa mente que era mais ou menos assim: “Juventude seu nome é beleza, juventude seu nome é amor. Juventude seu nome é graça, é luz é alegria, seu nome é louvor....”

Já estudava em Fortaleza quando recebi a triste notícia da grande viagem do Monsenhor Ataíde. Foi no dia 15 de abril de 1986. Partiu precoce, da mesma forma como precoce foi seu trabalho em prol da juventude reriutabense.

Juventude esta que dele ficou órfã e continuou órfã de um padre que promovesse a harmonia e a divulgação do bem entre os reriutabenses até recentemente.

Após 26 anos da partida do Monsenhor Ataíde, hoje vejo nas ações do Padre Ribeiro, nosso novo pároco, surgir uma nova luz que poderá iluminar melhor os passos dos jovens de minha querida Reriutaba.
  

Luiz Lopes Filho
Fortaleza-CE, 22 de novembro de 2012


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Resiliência


Resiliência

Nestes dias abstraí-me ao ouvir uma conversa de um amigo meu chamado Marcos Thé.  Arquiteto resiliente e criativo; antes explosivo, hoje sereno. 

Em seu celular, desperta a cada hora a seguinte mensagem: “Você merece, poupe-se!

Perguntei: Por que este alerta de hora em hora, Marcos?
– Dr Luiz Lopes, é para eu me poupar das pressões diárias, pois já me fadiguei muito e para ter melhor qualidade de vida, preciso ser mais resiliente.

Muito bem, esta foi a mensagem que se espigou de minha mente em forma de balãozinho de revista em quadrinhos: “Eu também preciso ser resiliente!” Fico na busca contínua do cumprimento de tantas tarefas, de preocupações que não me tanto tangem; de ver um horizonte que está além daquele que me é visível. E assim comecei a me deleitar nos conceitos de resiliência, os quais infra avulto:

Pela Física, a resiliência é a propriedade dos materiais que acumulam energias, quando são submetidos a situações de estresse, como rupturas. Esses materiais, logo após um momento de tensão, podem ou não serem danificados, e não os sendo, terão a capacidade de voltar ao normal.

Pelo Material e Espiritual, é a capacidade que um corpo ou espírito possui de retornar ao seu estado original, que sofreu deformidades devido a um grande choque físico ou emocional;

Na área da Psicologia, é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, independente da situação. A teoria diz que resiliência é a possibilidade do indivíduo de tomar uma decisão quando tem a chance de tomar uma atitude que é correta, e ao mesmo tempo, tem medo do que isso possa ocasionar;

Na Administração é a competência do momento. Um profissional resiliente consegue entregar o que promete e é capaz de promover mudanças estratégicas e entender seu valor.

Mesclando estes vários conceitos, podemos descrever algumas atitudes e comportamentos que nos possam fazer da vida mais flexível e minimizar nossas fadigas, como:
• Projete sua vida, seu dia-a-dia, mesmo que não se possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar é o primeiro passo para se concretizar algo e isto minimiza a ansiedade;
• Pratique esportes, mesmo que seja uma simples caminhada diária para aumentar o ânimo e a disposição. Isto nos injeta mais endorfinas e hormônios que promovem a sensação de bem-estar;
• Procure manter o lar em harmonia, relevando certos aborrecimentos como um simples sapato fora do sapateiro ou uma luz acesa para ninguém;
 • Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança;
• Assuma riscos, sem ir tanto à borda de abismos;
• Apure o senso de humor. Sorria com besteiras;
• Quebre a rotina. Não deixe o cinema somente para o domingo;
• Se algo está em caminho torto, volte ao início, flexibilize seus conceitos e volte a percorrê-lo. Assim você estará mais preparado para o imprevisto;

Estes tópicos que tanto circulam pelas redes sociais e pelas “webs” de nossas vidas, já fizeram e fazem-se presentes na vida de muitos conhecidos, onde vou-lhes alguns citar.

Lembro-me bem de Dona Chiquita. Uma senhora já idosa que morava na Rua Siqueira Campos. Cuidava carinhosamente e com orgulho de seus cinco filhos todos com deficiência mental e física. Ela os banhava, perfumava-os, vestia-lhes suas melhores e limpas roupas e os colocava na calçada para assistirem à passagem da  procissão de Nossa Senhora de Perpétuo do Socorro . O peso de sua rotina nunca lhe abateu o sorriso em sua face. Era resiliente!

Lembro-me bem da Ana Simão. Ainda hoje é viva. Criou seus incontáveis filhos com suor diário e contínua dificuldade. Possuía uma venda de refeições num ponto do Mercado Público. Com sol a pino, após encerrar suas vendas, carregava um monte de panelas na cabeça e puxava um cordão de filhos a caminho de casa. Após certo pleito político, ao se posicionar contra um prefeito, foi desalojada de sua banca. Mas foi resiliente. Continuou sua venda pelo lado externo daquele mercado. E não escondeu a coragem e a alegria pela lida diária. Foi resiliente.

Lembro também pelas inúmeras dificuldades em minha casa, seja pelos problemas de saúde de meu pai, pela necessidade de nos ausentarmos para estudar em Fortaleza ou por qualquer obstáculo do dia-a-dia. Certa vez, um juiz despreparado, cético e autoritário tirou injustamente de minha mãe o primeiro lugar no concurso de Cartório de minha cidade. Meses depois, ela mostrou sua capacidade e, novamente passou noutro concurso doutra comarca. Preferiu continuar em nossa cidade, ministrando suas aulas na Casa da Providência e no Alfredo Silvano. Assim ficou próxima a todos nós, investindo  na educação de todos os filhos e na harmonia de nossa família. Assim foi bem melhor. Sua resiliência permitiu-nos melhor formação ética e profissional e a condicionar meu pai a suplantar alguns problemas de saúde. Continua sendo um grande exemplo de mãe e também de resiliência!

Resiliência é dação, é compreensão, é amor próprio e ao próximo. É conscientizar-se de que a vida é adaptável tanto no verão quanto no inverno, tanto no dia quanto na noite.

Busquemos pois ser mais resilientes e programar-se para um 2013 cheio de alegrias, de forças para vencer os obstáculos e, principalmente, para se munir de mais disposição para resolver não somente nossos problemas, mas também de ajudar ao próximo.

Luiz Lopes Filho
09 de novembro de 2012


terça-feira, 2 de outubro de 2012

“Só nos restam duas opções: Morrer ou Envelhecer”




O envelhecimento pode ser compreendido como um processo natural onde se tem a diminuição progressiva da reserva funcional e orgânica do indivíduo. O declínio de várias funções do corpo em decorrência da idade não é usualmente considerado uma doença, chamamos de senescência. No entanto, face às condições de sobrecarga em decorrência de doenças, acidentes e estresse emocional, pode-se ocasionar uma condição patológica que requeira maiores cuidados assistenciais e isto a chamamos de senilidade.

O fenômeno envelhecer é natural e inerente a toda espécie e tem sido preocupação da chamada civilização contemporânea. Os idosos são tratados com respeito e atenção pela vasta experiência acumulada em seus anos de vida. A família é o Porto Seguro do idoso. Os familiares mais jovens declaram com orgulho os sacrifícios realizados pelos seus idosos em benefício da família, como a iniciação ao trabalho muito cedo com pouca instrução para o sustento e estudo dos filhos, demonstrando sempre alegria, festa e plenitude pela presença do idoso.

A cultura dessas sociedades tem como tradição cuidar bem, glorificar e reverenciar seus idosos, resultado de uma educação milenar de dignidade e respeito. Os japoneses consultam seus anciãos antes de qualquer grande decisão, por considerarem seus conselhos sábios e experientes.

Em outros grupos das sociedades antigas, o ancião sempre ocupava uma posição digna e era sinônimo de forte aspiração perante todos. Os idosos têm intensa atuação nas decisões importantes de seus grupos sociais, especialmente nos destinos políticos.

Na antiga China, o filósofo Confúcio ( que viveu entre os anos 551–479 a.C) já se apregoava que as famílias deveriam obedecer e respeitar ao individuo mais idoso.

Na tradição japonesa é festejado de forma solene o aniversário do idoso. No Japão, o Dia do Respeito ao Idoso (Keiro no hi) é comemorado desde 1947, na terceira segunda-feira de setembro, mas foi decretado como feriado nacional apenas em 1966. Trata-se de um feriado dedicado aos idosos, quando os japoneses oram pela longevidade dos mais velhos e os agradecem pelas contribuições feitas à sociedade ao longo de suas vidas. Não se pergunta a idade a uma mulher jovem, mas sim às mais idosas, que respondem com muito orgulho terem 70 ou 80 anos, ao contrário do que se passa na sociedade brasileira, em que a partir de certa idade não se deve perguntar a idade a uma senhora para não causar constrangimentos, como terem-se muitos anos de vida fosse um motivo de vergonha ou ter-se algo a esconder.
Na tradição japonesa, ao completar 60 anos, é permitido ao homem o uso de blazer vermelho, pois somente com seis décadas de vida há a liberdade de usar a cor dos deuses.
(No Brasil a cor vermelha é destinada para os mais jovens, à medida que os indivíduos envelhecem as cores destinadas são as mais claras, pálidas, sóbrias, tristes).
Na sociedade chinesa é comum se encontrar anciãos, com 90/100 anos, fazendo diariamente atividade física nos parques municipais.
Como podemos mudar esse quadro no Brasil?
Estreitar o relacionamento com as pessoas idosas próximas, ouvir e valorizar suas histórias de vida. Conhecer mais sobre os aspectos sociais, econômicos, étnicos, culturais, legais e biológicos do envelhecimento na sociedade brasileira e repensar as atitudes/valores quanto ao idoso.Desmistificar as causas de criação de mitos e falsos parâmetros a cerca da velhice no Brasil.Investir nas crianças de um aos três anos, momento da constituição da personalidade, propiciando a aproximação das mesmas aos idosos e que pelo exemplo de cuidado, atenção e respeito de seus pais a essas pessoas, as crianças poderiam internalizar esses valores/atitudes, apoiadas pelas escolas, igrejas e grupos sociais. Reconhecer a potencialidade laborativa dos idosos sua saúde, energia e criatividade.Favorecer a inclusão social do idoso promovendo o sentido da sua existência
Enfim, o envelhecimento deve ser visto como o alcance de certo patamar de desenvolvimento humano, indicado pela presença de papéis sociais e de comportamentos considerados como apropriados ao adulto mais velho, designando-lhe adjetivos como experiente, prudente, paciente, tolerante, ouvinte, e acima de tudo sábio.
Afinal, propagando estes conceitos de respeito e carinho pelo idoso, estaremos também preparando nosso bem estar e respeito que terão por nós no futuro de nossas senilidades. É uma espécie de previdência do respeito, pois só nos restarão duas opções em nossas vidas: Morrer ou Envelhecer. Optemos por envelhecer!

No mês em que é comemorado o Dia Nacional do Idoso (1º de outubro), eis algumas dicas de como chegar à melhor idade de forma saudável e sem preocupações. 

Saúde do idoso
A longevidade é, sem dúvida, um triunfo. Há tempos que a saúde foi definida como sendo o mais completo bem-estar, e não simplesmente a ausência de doenças. A saúde do idoso trouxe um novo paradigma quando associa saúde à capacidade de gerir a própria vida ou cuidar de si mesmo. Ter saúde no universo do idoso está relacionado à autonomia e à capacidade funcional. O idoso é considerado saudável quando é capaz de funcionar sozinho, independente da presença ou não de doenças.
Diante dessa nova realidade, é necessário uma mudança de atitude da sociedade para com os idosos, em uma abordagem que reconhece seus direitos à igualdade de oportunidades e de tratamento em todos os aspectos da vida à medida que envelhecem. Envelhecer de forma saudável pressupõe viver com qualidade de vida, ou seja, manter hábitos sadios, cuidados com o corpo, atenção com os relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional, tempo para lazer e saúde espiritual. Confira abaixo dicas para chegar bem à maturidade:
•Alimente-se bem. O principio básico da boa saúde é a alimentação;
•Mexa-se! Pratique exercícios físicos;
•Gerencie seus estresses equilibrando trabalho e lazer;
•Buscar satisfação nas coisas simples que trazem bem-estar é uma ótima contribuição para a saúde;
•Mantenha o equilíbrio emocional. O grande segredo da qualidade de vida está no emocional.

Luiz Lopes Filho, 02 de outubro de 2012
(dicas extraídas da Camed Saúde)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DOZE CONSELHOS PARA VOCÊ NÃO TER UM INFARTO

DOZE CONSELHOS PARA VOCÊ NÃO TER UM INFARTO

Muitas vezes recebemos conselhos, mensagens e, simplesmente as desprezamos pelo simples fato de acharmos que não necessitamos de tais alertas. Descendendo da família Lopes-Calixto, contabilizei muitos infartos que se iniciaram em meu avô paterno o Sr José Calixto até meu últimos tios a partirem, os tios Marmiro e Silva. Meu pai, também safenado e com marcapasso, vem driblando os efeitos de sua patologia cardíaca com dieta e uma mão cheia de remédios que diariamente toma.

Muitas vezes esquecemos as dietas e deixamos que a vontade sobreponha-se sobre nossa saúde, ora exagerando no trabalho, ora se estressando no trânsito, ora degustando um torresmo crocante. Mas isto deve ser acompanhado de determinados cuidados. O Dr Ernesto Artur, cardiologista publicou em seu site alguns conselhos que ora compartilho com meus leitores para que evitemos imprevistos em nossa melhor máquina, nosso coração:


1. Não cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são prioritárias;
 
2. Não trabalhe aos sábados o dia inteiro e, de maneira nenhuma, trabalhe aos domingos;
 
3. Não permaneça no escritório à noite e não leve trabalho para casa e/ou trabalhe até tarde;
 
4. Ao invés de dizer "sim"a tudo que lhe solicitarem, aprenda a dizer "não";
 
5. Não procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e nem aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc;
 
6. Se dê ao luxo de um café da manhã ou de uma refeição tranquila. Não aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes;
 
7. Pratique esportes. Faça ginástica, natação, caminhe, pesque, jogue bola ou tênis;
 
8. Tire férias sempre que puder, você precisa disso. Lembre-se que você não é de ferro;

9. Não centralize todo o trabalho em você, não é preciso controlar e examinar tudo para ver se está dando certo... Aprenda a delegar.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, não tome logo remédios, estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Procure um médico;
 
11. Não tome calmantes e sedativos de todos os tipos para dormir. Apesar deles agirem rápido e serem baratos, o uso contínuo fazem mal à saúde;
 
12. E por último, o mais importante: permita-se a ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto não é só para crédulos e tolos sensíveis; faz bem à vida e à saúde.



IMPORTANTE:

OS ATAQUES DE CORAÇÃO


Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.

Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo. Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo de um sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro. NÃO SE DEITE !!!!

Luiz Lopes Filho,
Fortaleza, 01 de outubro de 2012


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sustentabilidade

Novos Tempos

Hoje o 42º Presidente dos Estados Unidos, Mr Bill Clinton, falou durante 40 minutos para um público de dois mil convidados no ginásio de esportes da Universidade de Fortaleza na manhã desta segunda-feira. Na primeira vez na capital cearense, o norte-americano ministrou uma palestra sobre sustentabilidade e desenvolvimento global para políticos, empresários, professores e estudantes. O mundo todo precisa melhorar sua sustentabilidade sem prejuízo ao meio-ambiente e este foi o teor de sua palestra, denotando a preocupação mundial pelo crescimento sadio que brota numa pequena comunidade e repercute numa grande nação.

Ano passado escrevi algo sobre esta tal sustentabilidade, teci comentários sobre produtos fabricados em nosso município. Descobri que havia um produto genuinamente reriutabense. Era rotulada de Revoltosa, uma aguardente de cana-de-açúcar fabricada e engarrafada pelo Sr José Vale no sítio Bananeiras. Fiquei feliz ao rever que minha terra naquela época tinha uma indústria, apesar de ser uma pequena fábrica de um produto agrícola, sem tanta tecnologia.


Na minha infância presenciei muitos caminhões carregados de cera-de-carnaúba, castanhas-de-caju, oiticica, algodão e chapéus de palha, fazendo o percurso de exportação. Os trens também eram uma via de escoamento presente.

Atualmente o percurso é de importação: os supermercados de maior porte recebem de fora gêneros alimentícios diversos, produtos industrializados dos grandes centros nacionais e, pasmem: trazem até ovos de granja para as pequenas cidades. Quase nada se produz, quase tudo que se consome em nossas cidades vem dos grandes centros.

O município, quase totalmente dependente de verbas federais, vê-se sacrificado com uma alta folha de pagamentos e o investimento em melhorias públicas só acontece porque o prefeito tem bom trânsito com o governo estadual, permitindo verbas para pavimentação, construção de cisternas, manutenção da saúde básica, dentre outras melhorias.

 Quando vejo aproximarem-se os tempos de eleição, antecipo-me sobre os fatos que se repetirão no dia-a-dia de qualquer cidade pobre do sertão nordestino. Compra de votos, promessas, intrigas, pseudo-amizades, calúnia... e tudo mais que se puder utilizar de ferramentas para se galgar os poderes executivo e legislativo municipais. Até promessas  impossíveis de serem cumpridas.

Sobre estes fatos, não faço alusão nem me refiro somente à minha cidade, mas a quase todas as cidades brasileiras e, em especial, àquelas que dependem praticamente de tudo do poder público, principalmente de empregos.

Para isto, tem-se uma solução: a sustentabilidade econômica do município por sua vocação agropecuária ou industrial. Tem que se oferecer incentivos fiscais para que a iniciativa privada e as instituições de fomento instalem indústrias nestas cidades. Assim, o governo municipal irá administrar sua cidade sem o peso da folha de pagamentos e com uma população menos pobre, com maior geração de empregos e renda.

Vamos acreditar num novo tempo que se avizinha, numa proposta realista e que se baliza na verdade sem amarras com o passado; e aí concretizar-se-ão obras como construção de casas populares e saneamento básico que implicará na melhoria das condições de saúde do povo; na implantação de indústrias de calçados, de beneficiamento de frutas e de tudo o que se puder instalar em prol do desenvolvimento auto-sustentável de nossa cidade.


Luiz Lopes Filho,
Fortaleza-CE, 27/08/2012